10 erros comuns sobre o ensaio por partícula magnética

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Este artigo aborda as suposições incorretas mais comuns sobre a inspeção por partículas magnéticas e oferece algumas soluções para esclarecer esses equívocos 

Richard Ridenour, Gerente de Vendas & Level III e Wyatt Burns, Especialista de Inovação

Os cofundadores da Magnaflux, Alfred V. de Forest e Foster B. Doane, desenvolveram o método de ensaio por partículas magnéticas no início da década de 1930 que, desde então, tornou-se um método central dos ensaios não destrutivos. No entanto, mesmo após ser usado por gerações de profissionais de END, ainda existem algumas áreas comuns de confusão ou equívocos. 

Neste texto, desbancamos 10 percepções incorretas que observamos no campo nos últimos anos. 

 

1. Todos os metais podem ser utilizados no ensaio de partícula magnética 

Qual é a composição das suas peças? É importante entender os metais que compõe suas peças, pois apenas ferro, níquel e cobalto podem ser magnetizados. A maioria das ligas por eles compostas e algumas formas de aço também são magnéticas. 

O alumínio está sendo usado atualmente em cerca de 80% dos materiais para aeronaves, pois é leve, forte, previsível e barato. Ele também é um dos metais mais comumente testados via inspeção por partículas magnéticas que não pode ser magnetizado.

Se tiver dúvidas do que pode e não pode ser magnetizado, pegue um ímã permanente e veja se ele gruda!

 

2. Seu banho de partícula magnética não precisa ser substituído

A contaminação está em todos os ambientes, não importa o nível de limpeza do espaço e das peças. Óleos, graxas, areia, sujeira e outros sólidos serão introduzidos no banho pelos componentes inspecionados.

A presença de óleo em um banho de água e vice-versa também é uma preocupação fundamental. Estes contaminantes indesejados podem prejudicar o desempenho do ensaio e disfarçar as indicações. 

Examine o carrier e as partículas durante as verificações diárias da concentração da solução de banho. Observando diferenças de cor, formação de camadas ou agrupamentos no carrier ou nas partículas, é possível identificar a contaminação. Se houver uma faixa fluorescente mais brilhante do que a maior parte do material, significa que existe excesso de pigmentos fluorescentes livres e o banho deve ser substituído.

O banho deve ser substituído quando o material estranho exceder 30% dos sólidos sedimentados. 

Contaminação por sujeira

 

Contaminação por água

Contaminação por poeira

Exemplo de banho em boas condições

 

3. Quanto mais alta a corrente, melhor

Nem sempre é melhor aplicar corrente mais alta à peça.

Se uma peça for submetida a corrente mais alta, é menos provável observar as indicações. Isso ocorre porque as partículas fluorescentes não serão atraídas apenas pelas fugas de fluxo (indicações), mas por toda a peça. Isso cria um fundo claro, ocultando as indicações que os operadores procuram.

Não é desejável que o campo fique saturado e mascare os defeitos, pois é necessário um contraste nítido com o fundo da peça para identificar facilmente as indicações.

É importante trabalhar com um profissional nível 3 para desenvolver métodos de ensaio corretos específicos para a peça.

Peças com excesso de amperagem aplicada a elas 

 

4. Todos os materiais são magnetizados da mesma forma 

Peças aparentemente iguais, mas feitas de materiais diferentes, não utilizam as mesmas configurações do método de ensaio. Isso ocorre porque materiais diferentes possuem permeabilidade e retentividade diferentes.

A permeabilidade afeta a facilidade com que a corrente magnética percorre a peça e é atraída por pequenas fugas de fluxo causadas por falhas. A retentividade de um material afeta como o material retém seu campo magnético.

Para garantir que as peças sejam testadas corretamente, verifique duas vezes qual é o material e não assuma que as mesmas técnicas podem ser usadas em peças com aparências semelhantes. 

 

5. Não é necessário limpar as peças

A limpeza da peça antes do ensaio é uma parte fundamental do processo para garantir a maior probabilidade de detecção. A limpeza adequada da peça diminui a contaminação do banho e aumenta a visibilidade das indicações na própria peça.

Use um limpador ou removedor para preparar as peças antes de enviá-las para a área de ensaio de partícula magnética. Isso não apenas melhora a qualidade da inspeção, mas pode também reduzir a quantidade de vezes em que a troca do banho é necessária.

 

6. É possível magnetizar através de revestimentos

Conforme a norma ASTM E709-15, “Os revestimentos finos não condutores, como tinta na ordem de 1 ou 2 mil (0,02 a 0,05 mm), normalmente não interferem na formação de indicações, mas devem ser removidos de todos os pontos em que o contato elétrico deve ser feito para magnetização direta”.

Da mesma forma, revestimentos condutivos podem mascarar descontinuidades, e é preciso demonstrar que é possível detectar descontinuidades inaceitáveis através do revestimento.

 

7. É sempre necessário dar dois disparos de magnetização

Quando se procura trincas nas direções longitudinal e latitudinal, a maioria das máquinas estacionárias de partículas magnéticas requer dois disparos. Isso ocorre porque o campo magnético produzido por cada disparo afeta o outro, o que apaga as indicações em uma das direções. Há duas maneiras de evitar fazer dois disparos e inspecionar uma peça duas vezes.

A primeira consiste em procurar trincas somente em uma direção. Esta é uma especificação de ensaio decidida por um profissional Nivel 3 certificado, o que depende da geometria e da aplicação pretendida da peça.

A segunda maneira de evitar dois disparos é utilizar uma máquina estacionária de partículas magnéticas que possua a magnetização multidirecional. Essas máquinas possuem circuitos multifase que permitem a aplicação simultânea das duas direções de campo magnético sem que uma afete a outra.

Se a produtividade for um fator importante e você precisar inspecionar trincas nas duas direções, então uma máquina estacionária multidirecional é a melhor opção. Ela executa o trabalho com um disparo e uma inspeção sob luminária UV em vez de duas.

 

8. A verificação diária do desempenho do sistema não é essencial

Existe um motivo para que a ASTM e o NADCAP exijam a execução e o registro de verificações da qualidade.

A realização de verificações diárias é essencial para garantir que o banho e a máquina estejam em boas condições de trabalho. Os operadores devem verificar, diariamente ou a cada turno, critérios específicos, como a concentração da solução de banho e a intensidade da luminária UV. Existem muitas outras verificações da qualidade, como a luz branca ambiente, que podem ter grande influência na capacidade do inspetor para ver indicações.

Em longo prazo, as verificações diárias podem economizar tempo e dinheiro. Houve casos em que um volume de peças equivalente a dias de produção precisou ser testado novamente porque a máquina não estava corretamente calibrada e nenhuma peça havia sido magnetizada.

 

9. É mais fácil detectar indicações aumentando a quantidade de partículas

Adicionar mais partículas não é melhor.

Adicionar partículas em excesso a um banho aumenta demais a concentração e perde-se a capacidade de ver pequenos defeitos devido ao excesso de fundo.

É melhor substituir todo o banho e adicionar partículas lentamente até encontrar a concentração correta.

 

10. As máquinas multidirecionais são sempre melhores

Se estiver testando apenas algumas peças, outro tipo de equipamento deve ser o mais indicado, uma vez que a máquina para um disparo multidirecional reduz o tempo pela metade ao processar grande volume de peças que utilizam o mesmo método de ensaio.

Para peças complexas em pequenos volumes, é melhor utilizar uma máquina padrão de inspeção por partículas magnéticas e efetuar dois disparos de magnetização.

 

Tem alguma dúvida sobre ensaios não destrutivos? Entre com contato com a nossa equipe.

Conheça nossas soluções para ensaios não destrutivos para inspeções por partículas magnéticas.

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